Apresentação 

Por que o dízimo é um fator de benção?






Lição 01 - As Leis Fixas do Céu

Texto: Salmos 19


1. Quando Deus criou o universo, estabeleceu leis para regê-lo


Essas leis são princípios que não se alteram com o tempo. Por isso são chamadas de leis fixas. Uma lei não é inventada, é descoberta. 


Na física, por exemplo, temos a lei da conservação da energia, a lei da inércia e muitas outras. 


No mundo espiritual temos várias outras leis, como a lei do amor, a lei do perdão e centenas de outras. 


Nesta lição vamos aprender sobre uma lei especial, a do dízimo, como sendo uma lei fixa do céu.


2. As leis produzem harmonia (vv 1-6) 


Ao criar o universo, Ele o fez como um todo harmônico. Cada coisa tem o seu propósito e foi criado de modo perfeito  e para ter relação com o todo. 


Deus mesmo estabeleceu leis para governar tudo o que foi criado. Sem essas leis os planetas seriam atirados de sua órbita e ao invés de ordem e paz, haveria o caos e destruição. 


Essas leis são chamadas de “fixas”, porque não podem mudar com o tempo e nenhuma circunstância é capaz de alterá-las. Elas são permanentes, rígidas e inalteráveis.


3. As leis de Deus são boas (vv 7-10)


As leis de Deus com relação ao homem são sempre boas, quando colocadas em prática e obedecidas. Neste Salmo, temos uma apologia desta verdade, note como o salmista fala sobre as leis do Senhor:



4. As leis do Senhor dão provisão (Gn 1.31) - E viu Deus tudo o que tinha feito e que era muito bom”. 


Deus criou a terra como um mundo perfeito. A terra tem tudo o que os seres vivos precisam para viver como, água, oxigênio, temperatura, gravidade, luz e uma beleza exuberante. Tudo foi medido, calculado, elaborado matematicamente para que desse certo. Quem fez tudo isso? O Senhor. 


Na terra, a vida está por todos os lados. Há aqui, mais de 30 milhões de formas diferentes de vida e já houve mais no passado. Todos recebem a provisão de suprimentos necessários para sua existência. 


Só uma baleia pesa mais do que três aviões Boeing, seu coração é do tamanho de um fusca e come cerca de 60 quilos de peixes toda vez que abre a boca. 


Pense comigo, na lua, há estudos para se estabelecer uma base espacial na lua, mas lá não tem atmosfera, água, oxigênio, não tem vida de forma alguma. O cenário é desolador e viver lá seria quase impossível. Por quê? Porque não foi o lugar que Deus preparou para que o homem vivesse.


5.  As leis de Deus produzem equilíbrio


Tudo o que Deus fez foi feito de modo que haja equilíbrio, tome como exemplo, os mais de 30 milhões de formas de vida diferentes. Se cada uma recebe a porção necessária para sua existência e cada uma tem um paladar que foi cuidadosamente estabelecido, já imaginou se todos comessem uma só coisa? Mas cada um tem o seu paladar diferente, porque o Senhor abriu sua mão para satisfazer a toda criatura vivente. A isso, chamamos de equilíbrio no ecossistema natural.


6. Olhai para as aves do céu (Mt 6.26)


Certo homem gostava de falar sobre o seu pomar. Certa tarde, ele foi dar uma volta por suas parreiras e notou que elas estavam prontas para serem colhidas e decidiu que na manhã seguinte iria fazer a colheita. Mas naquela mesma noite um bando de aves, teve uma conferência muito séria numa certa macieira próxima. Cantaram alguns hinos e depois transmitiram uns aos outros a seguinte resolução: “Considerando que nós, os da família dos plumados, não temos celeiros e que o criador nos prometeu suprir todas as nossas necessidades e considerando que este pomar está no ponto certo, fica decidido que ele seja invadido amanhã às 9:00hs da manhã”. Depois de orar, foram dormir. Bem cedo de manhã, levantaram-se, cantaram alguns corinhos bem afoguentados e a um sinal previamente combinado, invadiram o pomar. Quando o homem chegou, às 10 horas, para iniciar sua colheita, não encontrou uma só que pudesse ser aproveitada. 


Que provisão maravilhosa Deus fez para aquele bando de pássaros, embora fosse às custas daquele pobre homem! 


Se Deus supre as necessidades para as vidas de tão insignificantes criaturas, quanto mais não fará para o homem, que foi criado à sua imagem e semelhança.


7. O que você aprendeu?






Lição 02 - A lei divina do dízimo

Texto: Levítico 27. 30-34


1. Muitas pessoas tendem a encarar a lei divina do dízimo com alguma reserva


Note uma coisa: se as outras leis são boas, esta também é, se as outras leis produzem harmonia e equilíbrio, a lei do dízimo também. 


A lei do dízimo é divina, não é de Moisés, nem de uma igreja, nem de uma organização, nem de um governo, mas de Deus. 


Toda vez que alguém entrega seus dízimos, não está fazendo um favor para Deus, mas está se harmonizando com o seu Criador. Note, por exemplo, o que diz o texto acima:


2. Todos os dízimos são do Senhor (v.30)


O que isto significa? Que o dízimo não é do homem, nem de uma organização, nem seu, é do Senhor. É propriedade Dele. É algo que pertence ao Senhor. Por isso, o homem não tem direito de usá-lo ou de administrá-lo, porque não é seu. 


Como é chamada a empresa que desconta dos empregados o INSS e não recolhe o devido valor? Fraude, porque fica com o que não é seu. Do mesmo jeito quando não recolhemos o que é do Senhor. 


3. O dízimo é santo ao Senhor (v. 30) 


Que significa dizer que o dízimo é santo? Santo é sagrado, separado, que não pode ser usado ou tocado por ninguém a não ser por quem é designado pelo Senhor. 


Quantas pessoas fazem o que querem com o dízimo santo do Senhor. Isto é incorrer em perigo, porque Deus não aceita que se mexa naquilo que é Dele.


4. Não esquadrinhará entre o bom e o ruim, nem trocará (v. 33) 


Era uma tentação para o fazendeiro que tinha que levar 10 ovelhas para Deus como seu dízimo. Ele era tentado a levar um animal doente, cego, aleijado ou ferido. 


Você daria para Deus algo ruim? Mas é exatamente o que muitos fazem. Essas pessoas são aceitas pelo Senhor? Meu irmão, Deus não mudou hoje, Ele continua merecendo a melhor parte. (Ml 1.6-14).


5. Se alguém do seu dízimo resgatar alguma coisa, acrescentará um quinto sobre ele (v.32) 


Não existe dízimo atrasado. O dízimo atrasado é o dízimo esquecido, negligenciado, ou mesmo que foi usado indevidamente. 


O dízimo do Senhor deve ser entregue imediatamente, pois qualquer coisa que aconteça com esse dízimo estando em seu poder, será de sua responsabilidade.  Mas leia bem o que esse verso diz se uma pessoa usar, por alguma razão, o seu dízimo. Deve pagá-lo com um acréscimo de 20%. Essa não é uma dívida que o homem tem com outro. É com Deus, e com Ele não se brinca, e, Deus não esquece.


6. Esses são mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no monte Sinais (34) 


O governo não pede o imposto de renda de seus cidadãos, ele simplesmente exige o pagamento. E o criador de todo o universo? Ele não está pedindo que você dê o dízimo como quem faz um favor para ele. 


Ele deu mandamentos e ordens, cabe ao homem cumprir ou não. 

Lição 03 - Por que  Deus tem Direito nos Dízimos?

Texto: Salmos 24


1. Porque a terra é Dele (v. 1)


Ao longo da história ouvimos de homens que criaram leis às escuras para oprimir o seu semelhante e manter privilégios da casta dominante. 


Quem mais do que o Dono da terra teria o direito de exigir o quanto cada habitante da terra teria que lhe pagar pelo uso da sua terra? 


No texto acima, o autor falando pelo Espírito Santo diz-nos que não só a terra é do Senhor, mas tudo o que existe dentro ou sobre a terra. 


Pense comigo: Quantos rios, peixes, mares, atmosfera, riquezas minerais, todas as formas de vida, incluindo o homem, todas as formas de vida vegetal, animal e biológica, todas as árvores, todos os desertos, montanhas, vales, planícies, as ruas e absolutamente tudo é do Senhor.


2. Porque Ele é o Criador  (v.2)


Cerca de treze vezes na Bíblia é dito que Deus criou o homem, a terra e todas as coisas. Ora, que direito tem Aquele que criou tudo, de exigir o quanto cada uma de suas criaturas tem que lhe pagar?


Se você construir alguma coisa, você não teria o direito sobre sua criação? Claro que sim! 


Os cientistas dizem que a terra é um local preparado excepcionalmente para a vida. 


Sua distância do sol foi calculada matematicamente para que o homem habitasse confortavelmente aqui. 


A lua foi colocada para dar estabilidade à terra. Sem a lua, a vida na terra seria difícil. Isto não é uma coincidência ao acaso. Isto é obra de Alguém que criou todas as coisas


3. Porque sua lei é boa (Sl 34.8) 


Seria Deus um tirano que faz leis para oprimir e explorar às pessoas? De modo nenhum. Deus não busca se beneficiar de nada que é do homem. De fato, Ele não precisa de nada. Ele é Deus. 


Deus estabeleceu o dízimo para abençoar o próprio homem. O dízimo é para o bem, não de Deus, mas do próprio homem. Agora, o homem precisa entregá-lo. 


Que pai há que não exija nada de seus filhos? 


Muito bem. Agora, essa lei não é um fardo, pois Ele promete abençoar os nossos 90%. E os 90% abençoados valem mais do que 100% sem a bênção de Deus.


4. Porque Ele quer que o homem seja abençoado (v.3) 


Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu lugar santo? Deus fez o homem para que este tivesse relacionamento e comunhão com Ele e isso significa subir, olhar para cima, ter esperança e crescer. 


Por outro lado, o pecado diminui, degrada e reduz o homem à condição de escravo. 


O desafio do Criador está lançado. Resta ao homem tomar sua decisão: andar com Deus e subir à posição de príncipe, de herdeiro, de filho ou viver no pecado e continuar descendo à condição de escravo, de degradado e miserável. 


A pergunta continua ecoando na terra: Quem subirá ao monte do Senhor?


5. Ele exige mãos limpas (v.4)


Deus é Deus e não homem que se compra com presentes. Deus não se impressiona com o valor alto de um dízimo. 


Em outras palavras, Ele não aceita dízimos do roubo, do crime, do contrabando, da imoralidade, do lucro fácil da exploração humana. Mas se compraz no dízimo do trabalho honesto e legítimo. 


Ele exige do doador fidelidade baseada na honestidade.


6. Ele exige coração puro (v.4) 


Depois de examinar a procedência deste dízimo, Deus pergunta: Qual o propósito do coração do doador? 


Coração fala dos motivos, dos sentimentos e dos objetivos. 


Por que estou dando os meus dízimos? 







7. A lei humana exige 50% 


Todo proprietário tem o direito de estipular as condições de uso de sua propriedade. 


Quem possui um edifício tem o direito de estipular o valor do aluguel. 


No caso do cultivo da terra, a lei mais comum é a do “meio-a-meio”. Se eu possuo a terra e você trabalhar nela, você terá 50% do fruto dela e eu também 50%. É isto o que a lei humana diz. A lei de Deus é mais generosa. O homem exige 50% e todo mundo acha muito natural. 


E quem possui o universo? E quem possui gado, ouro, prata, lagos, rios, árvores, animais? Deus por certo. Então Ele diz: “Você trabalha na minha terra e eu lhe darei 90% do produto. Quero apenas 10% para mim”. 


Agora, Deus não apenas promete nos dar 90% do produto da terra, Ele promete abençoar esses 90% e esses 90% com a bênção de Deus valem muito mais além do que 100% sem essa bênção. 


E será assim se você crer no que a Palavra de Deus diz a esse respeito.


8. O dízimo é uma lei justa?


Nem toda lei é justa. A questão é: seria o dízimo uma lei justa? A lei do dízimo é justa porque o seu objetivo é abençoar o homem. 


Deus não criou a lei do dízimo para tirar proveitos de suas criaturas. 


Na verdade, Deus não precisa de nada do homem. Ele é Deus auto suficiente. Agora, sua obra e aqueles que foram chamados por Ele para o trabalho do ministério, precisam. 


Deus estabeleceu o dízimo para não depender de ofertas sentimentais para sua obra. 


A lei do dízimo é justa porque Deus proveu tudo o que é necessário para que o homem viva no seu mundo de modo mais confortável possível sem nada ter pago para isso. 


O quanto você pagou pelo seu coração? Pelos seus olhos? Pelos seus ouvidos? Pelas suas pernas? Pelo ar que você respira? Pelo sol? Pela água? Pelo peixe? Pela salvação dada gratuitamente por Jesus na cruz do calvário? Todas essas coisas não tem preço. O que é 10% que o homem pode devolver ao seu Criador? 


Coloque numa balança tudo o que o teu Criador tem te dado e do outro lado, tudo o que você tem dado a Ele. Quem tem dado mais?


9. O que você aprendeu?


a) Por que a terra é do Senhor?


b) O que significa ter mãos limpas?


c) O que significa ter coração puro?


d) O que exige a lei humana?


e) Por que o dízimo é uma lei justa?



Lição 04 - O Dízimo no Éden

Texto: Gn 2.16, 17


1. Alguns dizem que o dízimo pertence a lei e que por isso não são obrigados a cumprir porque vivem no tempo da graça


É verdade que estamos no tempo da graça, entretanto nesta lição, vamos aprender que o dízimo já era uma lei muito antes de Moisés ter nascido. 


O nosso objetivo é mostrar que o dízimo é uma lei fixa do céu e que transcende a relação que Deus tinha com o povo hebreu.


2. Por que uma árvore proibida no jardim? - “Ordenou o Senhor Deus dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (vv 16, 17).


Muitas pessoas perguntam: por que Deus colocou essa árvore proibida no jardim? É uma pergunta profunda. 


O fato é que Deus criou o homem com capacidade de escolha, o homem tem livre arbítrio. Deus fez um ser capaz de tomar decisões e não uma máquina. Deus queria a obediência do homem, como resultado de uma escolha, de modo voluntário e não forçado e por isso, deixou uma outra opção. 


Aquela árvore proibida era um teste para a obediência do homem.


3. O homem não precisava daquela árvore - “De toda árvore do jardim, comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás...”(v.7). 


Quantas árvores havia naquele jardim? Talvez dezenas, quem sabe centenas ou até milhares. “De todas" quer dizer que de todas ele podia comer livremente, podia usar e abusar de seus frutos. Aquelas árvores tinham tudo o quanto o homem e sua mulher precisavam para viver e viver bem. 


Alimento não era problema, o homem podia viver milhares de anos e ter o mais variado cardápio e nunca precisar do fruto daquela árvore. 


De fato, todas as árvores do jardim foram feitas para suprir todas as necessidades do homem, não havia possibilidade do homem precisar da árvore proibida. O homem não tinha necessidade dela. Ela era apenas um teste de obediência.


4. Aquela árvore era a porção de Deus - “De toda árvore do jardim comerás... mas da árvore, dela não comerás” (vv 16, 17). 


Deus queria ter uma parte exclusiva no jardim. Ele não queria ficar com todas as árvores, mas com apenas uma. Ele não queria ficar com 50% das árvores, mas com apenas uma. 


Como já vimos acima, o homem não precisava daquela árvore. Isto é um princípio eterno e uma lei fixa do céu. 


Deus sempre reserva uma parte das coisas que Ele dá para suas criaturas, para o seu uso exclusivo. 


Se você tem relação com o Deus Eterno através de seu Filho, então qual é a parte que Ele tem reservado para si em sua vida? 


Qual é a parte que você não pode tocar, usar, comer, nem usufruir por ser pertencente a Deus?


5. O que Deus estava dizendo para Adão? - “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás...” (vv 16, 17). 


É importante que pensemos em termos de princípios que Deus estava ensinando para Adão. 


De fato, o que Deus queria que Adão soubesse era que de tudo o que era dele havia uma pequena porção que não lhe pertencia, mas pertencia a Deus. 


O acordo entre Deus e Adão era: “Eu te dou todas as coisas e você reserva uma parte para mim. Se você tocar nessa parte, nosso acordo está desfeito e a nossa relação terminada”.


6. Aquela árvore representa o dízimo - O dízimo é hoje para nós exatamente aquilo que aquela árvore proibida foi para Adão. De tudo o que Deus tem nos dado, o dízimo é aquela porção reservada para Deus e não pode ser tocada e nem usufruída pelo homem. 


O dízimo não é só uma questão financeira de suporte da igreja, mas um princípio, uma lei que estabelece o seu negócio com Deus. 


De tudo o que o homem tem e produz, Ele tem que reconhecer uma parte como sendo do Senhor. É isto que vai dar legitimidade ao governo do homem e no uso das coisas que Deus lhe deu.


7. A punição (Gn 3.17-19) - Adão tinha tudo o que era necessário para viver e viver bem, mas não estava satisfeito e lançou mãos de algo que não lhe pertencia. Ao tomar da árvore e comer do seu fruto, ele estava não só desobedecendo a ordem divina, mas estava deixando de reconhecer que tudo que ele tinha, uma parte não lhe pertencia. 


Do mesmo modo, a punição cai automaticamente sobre o homem que quebra um princípio divino. 


Na sua Bíblia você lê que aparecem espinhos e cardos sobre a terra. Por quê? Porque a terra estava em harmonia com Deus e quando o homem se desarmoniza com Deus, a terra se levanta para amaldiçoá-lo. 


A terra responde rapidamente aos desejos do seu Criador.


8. É assim que Deus disse: Não comerás de toda árvore do jardim? (Gn 3.1) - O diabo é a pessoa mais interessada em que o homem pegue e se afaste do seu Criador. 


Note como na pergunta acima ele se faz mestre e interpreta a Palavra de Deus. Satanás mentiu. 


Quantas vezes ele chega com você e mentindo, coloca vários pensamentos contrários à Palavra de Deus? 


Assim como ele induziu o homem a tomar aquilo que era de Deus, hoje, ele  faz a mesma coisa seduzindo a pessoa a ser infiel com os seus dízimos e ofertas. E o que ele diz: “Tu vai mesmo dar o teu dízimo? E aquela conta atrasada? Esse mês acho que não vai dar para dizimar porque a criança está doente e etc. etc”.


9. Você daria crédito a um mentiroso?


Meu irmão,  não caia na conversa do diabo. Ele está mentindo e quer que você caia em maldição e pobreza. Ele quer, de fato, neutralizar a força do evangelho. 


Ele sabe que quanto mais recursos, mais pessoas vão trabalhar e mais almas ele vai perder. 


Ele também sabe que a avareza fecha a porta da bênção sobre sua vida espiritual, secular e familiar. 


Na verdade, ele quer tirar você do seu emprego, acabar com o seu êxito e destruir sua harmonia com Deus. 


Jesus falou que Ele mente desde o princípio e nunca se firmou na verdade, quando Ele mente, fala do que lhe é próprio, porque ele é o pai da mentira          (Jo 8.44).


10. O que você aprendeu?







Lição 05 - O Dízimo antes de Moisés

Texto: Gn 14.18-20


1. Moisés é um grande nome para o povo hebreu - viveu há cerca de 2 mil anos antes de Cristo. Seus feitos, seus atos e palavras estão registrados nos primeiros cinco livros da Bíblia. Ele foi o grande legislador do povo de Deus, por isso seus livros são conhecidos como os livros da lei. 


Neste estudo vamos aprender que muito antes da lei de Moisés, o dízimo era praticado pelos patriarcas em obediência à voz do Espírito Santo em suas consciências.


2. A oferta de Abel (Gn 4.3) - Embora a palavra dízimo não apareça aqui neste texto, o princípio espiritual é bem claro, que é trazer para Deus algo porque se reconhece que isto lhe pertence. 


A origem da palavra oferta é sacrifício, o que envolve a ideia de sacrificar um animal novo, limpo, sem defeito a Deus em um altar. 


Ao imolar esse animal num altar estava implícito o sentimento de que embora esse animal fosse da minha fazenda, ele pertencia ao Senhor e não podia ter outro destino que não fosse ser devolvido ao Senhor em forma de sacrifício. 


Note que isto é o princípio do dízimo.


3. A oferta de Caim (Gn 4.3, 5) - Essa é a primeira vez que a palavra oferta aparece na Bíblia. E, mais uma vez, o princípio é o mesmo: reconhecimento de que Deus é o Dono de uma parte do que está sob a minha administração. 


Agora, quem ensinou isso para Caim? Embora a Bíblia não fale é de se supor que o próprio Adão ensinou a seus filhos que sempre existe uma “árvore” no meio das minhas coisas que eu não posso comer de seu fruto.


A grande lição deste texto é que nem sempre Deus aceita a minha oferta. 


O certo é que Caim devolve para Deus não exatamente o que lhe pertencia. Quem sabe ele tomou para si o que era de Deus e deu para Deus uma coisa vil e profana (Ml 1.7, 8). O resultado é sempre desastroso. 


A vida de Caim foi um inferno. Matou o irmão, viveu fugitivo e miserável porque decidiu virar as costas para o Senhor, a Fonte da Vida.


4. A oferta de Noé (Gn 8.20, 21)


Noé e sua família haviam sobrevivido à catástrofe do dilúvio. Ele podia muito bem se apossar de tudo e dizer isto agora “é meu”. Note que de uma certa forma toda a terra  lhe havia sido entregue. Ele e sua família eram os únicos no mundo, mas Noé é sábio. A primeira coisa que fez ao descer da arca foi entregar para Deus o que lhe pertence. 


Ele edificou um altar e sacrificou ao Senhor, animais limpos e aves limpas como forma de reconhecimento pela vida, pela terra e pela salvação de sua família. De fato, Noé não estava prestando um favor a Deus, mas entregando voluntariamente o que já era Dele. 


Esse é o princípio do dízimo: que é entregar a Deus aquilo que lhe pertence.


5. O que você aprendeu?


Lição 06 - O Dízimo de Abraão

Texto: Gn 14.18-20


1. Quem é Abraão? (Gn 12) - Abraão é o pai do povo hebreu. Homem que apesar das circunstâncias, creu e obedeceu ao chamado de Deus. 


A Bíblia diz que Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça. 


Foi Abraão que creu de tal modo que não temeu sacrificar o próprio filho, fato que não ocorreu por interferência divina. 


Estudiosos dizem que Abraão não era pobre. De fato, ele possuía um clã de cerca de 1200 pessoas, com muitas fazendas, gados e riquezas. (Rm 4.3).


2. Para quem ele deu o dízimo? (vv 18-20) - Então Melquisedeque, rei de Salém trouxe pão e vinho.” Ele era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou a Abraão, dizendo: “Bendito seja Abraão do Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra...Então, Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”


Lemos que esse Melquisedeque era sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. 


Se lermos direito, esse homem Melquisedeque era um ser não criado, logo podemos afirmar que ele é uma aparição de Cristo pré-encarnado. Note sua posição: Rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo. (Hb 7.1-10).


3. Qual a importância do ato de Abraão? (Hb 7.9-10) - Quando Abraão viu que se tratava de um ser divino, tratou logo de entregar aquilo que era de Deus. Deu-lhe o dízimo de tudo. 


Quantas pessoas pensam que agradam a Deus dando apenas uma parte daquilo que pertence ao Senhor? “Por meio de Abraão, até Levi,...pagou os dízimos”. Levi foi um descendente de Abraão. 


O que a Bíblia está dizendo é que os descendentes de Abraão, mesmo sem terem nascido, pagaram os dízimos através de Abraão. 


Em outras palavras, quando você dá os seus dízimos, seus filhos, os filhos dos seus filhos e as gerações que de você virão, todas serão abençoadas pela sua fidelidade.


4. Abraão agiu voluntariamente?  - Ele não agiu baseado numa lei escrita, nem por causa de um pedido de Melquisedeque, mas segundo a lei da consciência. Ele estava ouvindo a voz do Espírito Santo falando suavemente em seu coração que deveria dar o dízimo de tudo. 


Ao longo destes anos já vi pessoas que aceitaram a Cristo e nunca haviam lido, nem ouvido alguma mensagem sobre o dízimo, mas a primeira coisa que fizeram foi dar seus dízimos. Por quê? Por que estavam ouvindo a voz do Espírito Santo falando-lhes nos corações.


O que aprendemos com tudo isso? Que o dízimo é uma lei interna, da alma, do coração que tem Jesus Cristo no centro. Essa verdade flui naturalmente naquela pessoa que ama e que anda com Deus como foi o caso de Abraão. 


Deus está esperando e procurando por corações gratos, voluntários para derramar suas bênçãos. 


Abraão deu o dízimo de tudo e nem por isso ficou mais pobre, porque Deus é poderoso para aumentar o crédito de sua conta cada vez mais.


5. Abraão não era apegado a coisas?  - O homem Abraão deu o dízimo de tudo sem medo de ficar pobre. Muito pelo contrário, ele ficou mais rico, porque agora a bênção estancou o fluxo de roubos, doenças e esterilidade dos animais. 


Uma pessoa apegada às coisas tem sua mente presa por satanás e precisa de libertação. 


Não existe possibilidade de Deus ser infiel a sua Palavra, por isso, confie totalmente Nele.


6. O que você aprendeu?




Lição 07 - Vários Dízimos na Lei

Texto: Lv 27.30-32


1. Moisés fala de vários tipos de dízimos - Nesta lição vamos aprender que embora a palavra dízimo signifique 10%, na lei havia outros dízimos que somados daria muito mais de 30%. 


Esta verdade é importante porque quantas vezes pensamos que ao darmos os 10% e alguma coisa de oferta, pensamos que já fizemos uma grande coisa para Deus?


2. As dízimas eram do Senhor (Lv 27.30-34) - Várias verdades podemos aprender lendo e meditando neste texto:


(I) A palavra dízimo que em hebraico é (ma’ser) que significa literalmente a décima parte, era uma lei em Israel, isto é, fazia parte do elenco de mandamentos de Deus para o seu povo.


(II) O dízimo era santo, sagrado e separado para Deus. Aqui está o sentimento de que jamais podia ser usado pelo indivíduo, porque era algo do Senhor. E tudo o que é do Senhor é santo.


(III) O dízimo era tirado de tudo o que o homem possuía, ou seja, de tudo o que ele plantava e criava.


(IV) Em caso do uso deste dízimo por parte do indivíduo, deveria ser entregue com um acréscimo de um quinto do seu valor, ou 20%. Vamos supor que uma pessoa deva um dízimo de 100 reais. Ao pagá-lo deve acrescentar mais 20,00 ou seja, pagar com 120,00.


O que Deus está querendo ensinar aqui é que o dízimo é um compromisso de cada indivíduo primeiramente com Deus, independente de instituição, pessoas ou governos.


3. Dízimo para o ministério levita (Nm 18.21-26) - “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério da tenda da consagração”. 


Neste texto vemos Deus designando que os dízimos do Senhor deveriam ser entregues aos levitas por causa do seu trabalho no ministério da consagração. 


Deus sabe que é impossível fazer a obra do ministério dependendo apenas de ofertas sentimentais. Aquela oferta emocional em que a pessoa ouve uma mensagem, gosta e dá uma oferta, sua obra não podia depender deste tipo de oferta. 


Os levitas eram homens cujo trabalho era administrar, cuidar e zelar pela obra do ministério. Eles tinham famílias, eles precisavam viver e viver bem. Por isso, o Senhor determinou que toda a nação lhes dessem os dízimos. 


O que Deus está ensinando aqui é que o dízimo do Senhor deve ser trazido e entregue para quem tem a responsabilidade espiritual sobre o povo, ou seja, para quem foi designado por Ele para receber os dízimos. Não era para qualquer um, mas para seus ministros.


4. O dízimo dos dízimos (Nm 18.26-29) - Os mesmos levitas que recebiam os dízimos do povo de Israel, também deveriam dar os seus. Os próprios levitas deveriam ser o exemplo de fidelidade para que pudessem exigir fidelidade dos seus irmãos. 


Hoje, quantos líderes eclesiásticos batem em seus púlpitos exigindo fidelidade dos membros de suas igrejas, quando eles mesmos são negligentes nos seus dízimos, atraindo assim maldição para seus ministérios. 


O mesmo dever que tinha uma pessoa do povo de dar os seus dízimos ao Senhor, também tinha os levitas que recebiam os dízimos, ao entregar o dízimos dos seus dízimos ao Senhor.


5. O dízimo social (Dt 26.12-14) - Essa é a segunda categoria do dízimo. Não é o mesmo que era trazido para o ministério do templo. Esse é um dízimo que deveria ser entregue ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva. 


Embora a palavra levita apareça nesta lista, temos que entender que nem todos os levitas tinham função no trabalho do templo. E aqueles que não exerciam ministério, também deveriam ser assistidos. 


Note que esse recurso deveria ser separado igualmente para assistência social das necessidades sociais de estrangeiros, de órfãos e viúvas. 


Você pode observar que esse dízimo também era um mandamento do Senhor e não era uma opção (v.13). 


O fato é que o povo de Israel era um reino sacerdotal e não deveria haver pobreza na terra. 


O que Deus está ensinando aqui é que as riquezas devem ser distribuídas com os irmãos carentes e assim ter uma sociedade mais justa.


6. O dízimo como poupança pessoal (Dt 14.22-26) - Essa é a terceira categoria de dízimos em Israel. 


Esse tipo de dízimo deveria ser separado para custear despesas pessoais na ocasião em que fosse ao local do templo. 


O israelita deveria ter uma poupança para levar sua família, custear despesas de viagens, estadia, alimentação e poder ajudar alguém que não tivesse condições de ir ao local que o Senhor haveria de escolher. 


Note que também esse dízimo era uma ordem do Senhor e deveria ser “comido” pela família (v.26).


7.  O que você aprendeu?






Lição 08 - O Dízimo em Cinco Tópicos

Texto: Malaquias 3.7-12


1. É possível separar o assunto dos dízimos das convicções religiosas - Todas as pessoas, crentes ou não, devem pagar seus dízimos de tudo o quanto ganha. E se não pagarem os dízimos, aí é que se torna mais pecado ainda, porque  se junta aos outros pecados seus, os da usura


Pensar que Deus nos dá saúde, sol, chuva e ainda há pessoas que são tão avarentas que resolvem reter os 10% que pertencem ao Criador.


2. O dízimo como lei civil (Ml 3.8, 9) - Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais e dizeis:Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais, vós, a nação toda (vv 8, 9).


Deus trata com as nações do mesmo modo que trata com os indivíduos. 


O dízimo afeta diretamente a vida coletiva de um povo. Da mesma forma como os homens se sentam numa Assembléia Legislativa e aprovam leis que governam um estado, assim também Deus estabeleceu a lei do dízimo para toda a nação de Israel. 


E no texto acima está dito que toda a nação foi amaldiçoada porque O estavam roubando. Eles haviam entrado em desarmonia com as leis dos céus e a punição foi fulminante.


3. O dízimo como lei física: 200 milhões de dólares (Ml 3.4) - Certo ministro escreveu ao departamento de agricultura dos Estados Unidos e perguntou que porcentagem das culturas haviam sido destruídas. Eis a resposta que Ele recebeu: “ Os danos causados por insetos custam anualmente dois bilhões de dólares. Cada ano o trabalho de um bilhão de homens é perdido por causa dos efeitos do insetos. Doenças no gado também causadas  por insetos custam anualmente um bilhão de dólares. Danos causados às florestas custam cem milhões de dólares por ano. E a perda econômica causado por doenças que os insetos produzem nos seres humanos diretamente, custam anualmente, duzentos milhões de dólares. E também perdemos anualmente, como resultado do trabalho dos insetos, cerca de duzentos milhões de dólares em alimentos já estocados”. Agora, preste atenção ao seguinte: “Cientistas têm calculado que a perda anual em nossa produção vegetal, devida exclusivamente ao trabalho dos insetos, é de 10%”.


O que é o dízimo? Por que Deus retira das colheitas norte-americanas, exatamente 10%? Porque é o seu dízimo. É uma lei fixa dos céus. 


As pragas que infestam as lavouras não são mais do que os coletores de impostos de Deus. 


Não os desprezem, porque Deus os veste de lindos uniformes e  manda que façam o seu trabalho.



4. O dízimo como lei moral (Pv 14.34) - A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos. 


O pecado da retenção dos dízimos abre portas para outros pecados na vida da nação. E neste aspecto o Brasil é um país que tem uma péssima reputação entre as outras nações. 


Como o Brasil é conhecido? Como o país da corrupção, da prostituição, da idolatria, da feitiçaria, da pobreza. É um dos únicos lugares do mundo em que um juíz é ladrão, um presidente é dito praticar feitiçaria dentro de sua casa e a corrupção varre todos os níveis da sociedade. Tudo isso por quê? Porque o Brasil não reconhece o Senhor Jesus Cristo como Senhor e não obedece à sua Palavra. 


Porque o nosso país não considera as leis fixas dos céus, vem quebrando os princípios celestiais e as consequências podemos ver em todos os cantos. 


Que moral tem um político? Que moral tem um juiz? Que moral tem os homens públicos? Que moral tem um presidente da república? É fato que eles não tem nenhuma credibilidade junto à população.


5. O dízimo como lei espiritual (Ml 3.10) - Por que dizemos que o dízimo é uma lei espiritual? Porque o dízimo abre portas para o avivamento espiritual de uma igreja. 


Uma igreja cujos membros não são dizimistas não podem gozar das bênçãos do avivamento. É por isso que há muitas igrejas tristes, outras que não crescem, outras que o pastor coloca programas de pequenos grupos e nunca vai pra frente. 


Deus não abençoa alguém que rouba a Ele. Ele mesmo disse: “Roubará o homem a Deus? Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.” Deus não abençoará pessoas que roubam Dele. 


Quando nos harmonizamos com as leis fixas do céu, nós ouvimos coisas que o resto do mundo não ouve. Começamos a ver o invisível, ouvimos o inaudível e a tocar no inatingível. 


O dízimo abre a porta do avivamento quando é praticado corretamente e no espírito bíblico. 


Há algumas pessoas que pagam seus dízimos com a cara amarrada e os dentes cerrados, e dizem: “bem, sou obrigado a pagar o dízimo, não há outro jeito...”. Esses são dizimistas legalistas. Não recebem nenhuma bênção do dízimo. 


A fé opera pelo amor, e Deus ama quem dá com alegria. Nós devemos não só obedecer a Palavra, mas fazê-lo com gosto e pela fé em Deus. 


Quando damos pela fé, as portas do avivamento se abrem sobre nossas vidas.


6. O dízimo como fator de bênçãos (Dt 28.1-15) - A condição (vv 1, 2): “Se atentamente obedeceres à voz do Senhor teu Deus”. Deus sempre estabelece condições para derramar suas bênçãos. Na verdade, tudo é uma questão do homem escolher fazer a vontade de Deus ou a sua própria vontade.  


Categoria de bênçãos: 


a) Do campo/cidade (v.3) - fala do fruto da terra, animais férteis e saudáveis, celeiros abarrotados de grãos porque o campo produz muito.


b) Familiar (v.4) - o fruto do teu ventre. Cestos, amassadeiras e empreendimentos das mãos falam de prosperidade em casa e família saudável.


c) Espiritual (v.9) - confirmado como povo santo do Senhor. Uma nação sacerdotal que representa o Reino dos céus na terra.


d) Vitória sobre inimigos (v.7) - Não um povo oprimido por demônios, mas um povo cheio da presença de Deus. Os demônios trazem muitas mazelas para um povo que não conhece a Deus.


e) Clima (v.12) - sem catástrofes, sem secas, sem inundações, geadas, terremotos, mas um lugar ideal para se viver e trabalhar.


f) Governo (v.13) - Não um povo subjugado, escravizado, dependente, mas livre, respeitado pelos outros povos. Um povo vencedor e próspero.


7.  O que você aprendeu?



Lição 9 - A avareza: um fator de miséria

Texto: Ageu 1


1. Deus não é mais  bom do que é justo -  Os atributos de Deus estão em equilíbrio. Ele não é mais bom do que é justo. 


Deus diz: “Obedece e eu te abençoarei, desobedece e tu serás amaldiçoado.” 


Esta lei não é minha, não é da minha igreja, é uma lei de Deus. E quando o homem se harmoniza com Deus, Ele abençoa sua vida. Ele não pode garantir a promessa antes da obediência ao mandamento.


2. Causa (vv2-4) - O povo não estava trazendo seus dízimos e ofertas para que a casa do Senhor fosse edificada. O diabo havia colocado um pensamento no coração daquele povo, de que não era ainda o tempo de se edificar a casa de Deus. E o espírito da avareza entrou neles, pois todos corriam para fazerem as suas casas.


3. No campo (v.6) - Semeavam muito e colhiam pouco. E o salário não dava para nada. A roupa não era suficiente e nem a comida rendia.


4. Esperança vira pesadelo (v.9) - Planos, trabalhos, ideais, tudo ia para baixo, nada dava certo. Até o pouco se acabava antes do tempo.


5. O clima (v.10) - É só as nuvens não trazerem a chuva no tempo certo ou a geada ou a seca fora do tempo, no campo seja plantações, colheitas, animais, tudo morre e a pobreza se espalha rapidamente.


6. O prejuízo total (v.11) - Quando o campo não produz, a cidade sofre. Sem trigo, sem vinho, sem azeite, sem verduras, nem frutas, os preços vão às alturas e a angústia se espalha.

Lição 10 - Os Quatro Exterminadores

Texto: Ml 3.9; Joel 1.2-20


1. A nossa luta não é contra a carne (Ef 6.10-12) - Satanás não pode atacar a Deus diretamente, pois Ele sabe que não tem nenhuma chance de vencê-lo. Sua possibilidade de vitória num confronto direto com o Todo-Poderoso é zero. 


Então, ele vem e ataca o homem por este ter a imagem de Deus, ataca a igreja, por ser o corpo de Cristo e ser a única força capaz de neutralizar seus efeitos sobre os pecadores.


Agora, por que estamos dizendo tudo isso? Porque o dízimo é um dos pontos principais de ataque do diabo na vida do crente. Ele trabalha para impedir que o crente saia da pobreza e seja próspero. É satanás que seduz o crente a não entregar os seus dízimos. É ele quem fala várias palavras e produz a avareza no coração, para que o crente caia em maldição e fique sob o seu poder.


2. O gafanhoto cortador (Joel 1.2-20) - Corta as folhas e os frutos deixando a árvore despida. 


O que o profeta Joel está falando não é uma palavra sobre a ação de insetos que destroem lavouras, mas sobre o mundo espiritual. 


Na verdade, ele está descrevendo a ação de uma legião chamada cortadores. Esses espíritos trabalham deixando o homem sem paz, alegria, sem condições financeiras, sem prazer para viver. Eles permanecem o tempo todo na vida do homem infiel nos dízimos. 


Eles cortam e comem parte das riquezas, bens e salários. Eles agem no carro, na casa, nas roupas, nos eletrodomésticos, estragando comida e pequenas coisas. Muitas vezes o homem não percebe muito suas ações. 


O que ele não sabe é que a segunda legião está para atacar.


3. O migrador (v.4) - Esta legião, como o próprio nome diz, migram, ou seja, vivem em constante mudanças. 


Eles visitam o crente infiel nos dízimos de tempo em tempo. Uma certa semana, certo dia no mês ou de ano em ano, eles causam muitos estragos, porque agem cortando os galhos da árvore. 


Sua chegada representa o caos, destruição, fome, miséria, doenças e grandes perdas financeiras. São prejuízos inesperados. Eles fazem o que tem que ser feito e vão embora. Agora, por que eles agem assim? Porque há brechas, há portas abertas para eles, a vida da pessoa está desprotegida. 


Não há como o Senhor proteger, porque a pessoa está retendo os dízimos do Senhor.


4. O devorador (v.4) - O devorador tira a casca da árvore. Note que esta árvore já perdeu os frutos, as folhas, vários galhos e agora está perdendo sua casca. Por que eles atacam a casca da árvore? Porque a casca é uma camada protetora do caule que é a sustentação da árvore. O caule fica desprotegido, a árvore perde sua sustentação e morre. 


Quando uma pessoa está sob o ataque desta legião de demônios, seu estado é de perda, prejuízos, contas e mais contas, dívidas em cima de dívidas, falta comida, falta o gás, falta dinheiro para o pão, falta dinheiro para o ônibus, para ir atrás do emprego, a criança adoece e não tem remédios, etc. É um inferno. 


A pessoa cai em depressão, insônia, pensamentos de suicídio, de separação e de morte começam a chegar no coração do homem. 


Mais uma vez, qual é a causa de tudo isso? Pecado, infidelidade, rebelião. 


O que mais dói é vermos que as que mais sofrem são as crianças, por causa do pecado de infidelidade dos pais.


5. O destruidor - A árvore já não tem mais a casca. Agora, vem uma quarta legião: o destruidor


Esta legião ataca o que ficou da pobre árvore. Seu fim já está perto. 


A palavra destruir é o mesmo que eliminar, fulminar e matar. 


Eles vêm para tirar a vida, a única coisa que ainda resta a essa pobre e infeliz árvore. 


Quando uma pessoa está sob o ataque desta legião, o rastro de destruição é notório. Acidentes, incêndios, separação irremediável de casais e principalmente suicídio.


6. Eles não respeitam posições (Joel 1.5-20) - Essas legiões descritas acima não respeitam posições hierárquicas. 


Eles podem atacar pastores, evangelistas, discipuladores, discípulos, mestres e todas e qualquer pessoa que retém os dízimos do Senhor. 


Nunca pense que pelo fato de você ser um líder jamais pode ser atacado, pois a única maneira de não ser atacado é cumprindo as leis fixas do céu. 


A Palavra do Senhor é a nossa proteção. Veja no texto de Joel o estrago que eles fizeram no país.


7. Como vencer as legiões? (Ml 3.9-11) – A única maneira de vencer as legiões espirituais é sujeitando-se a Deus resistindo ao diabo e ele foge de nós. E a única maneira de alguém se sujeitar a Deus é se submetendo a palavra de Deus (Tg 4.7)  

Esse é um tipo de espírito que só é repreendido pelo Senhor quando você primeiramente entrega o que é do Senhor. 


É necessário agir pela fé na palavra de Deus para que o devorador seja repreendido e as janelas do céu se abram sobre sua vida.  


D. O que você aprendeu?







Lição 11 - Sim e não sobre os dízimos

Texto: Malaquias  3.7-12


1. Roubará o homem a Deus? (v. 8)  -  Todavia , vós me roubais e dizeis que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 


O que é roubar? É ficar com algo que não pertence a gente.  O dízimo não pertence ao homem, e nem às instituições, mas é o recurso que Deus usa para financiar pessoas e instituições que vivem pregando o seu Evangelho.


2. Com maldição sois amaldiçoados (v.9) – Deus não deixa de graça aquilo que lhe pertence. Sonegar impostos ao governo é crime e por isso passível de prisão. Agora imagine quem fica com algo que pertence ao Deus todo poderoso? Sonegar o dízimo é pecado e atrai demônios. 


3. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro (v.10)


Onde você deve entregar seus dízimos? A casa do tesouro, ou seja, o lugar da administração espiritual, o lugar onde você recebe o alimento espiritual semanal onde você congrega. Muitas pessoas acham que podem usar seus dízimos para ajudar um parente no campo ou um amigo missionário. Errado! Isso se chama querer administrar o dízimo. 


4. Para que haja mantimento na minha casa (v.10) - Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come o fruto? Ou quem apascenta o gado e não come do leite? Se vos semearmos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos os materiais? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho. Entendemos por esses textos que o dízimo não é do pastor, mas o pastor e aqueles que trabalham na obra devem ser sustentados pelos dízimos de suas ovelhas (I Cor 9. 14).


5. E depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, seu eu não vos abrir as janelas do céu (v.10)


Quantas vezes você já ouviu alguém orando: “Ó Deus, abre as janelas do céu?”. O fato é que Deus não abre as janelas do céu porque alguém pediu que Ele faça. Podemos jejuar, orar e implorar até o extremo e Deus não abrirá as janelas do céu. Houve só uma vez na história bíblica em que Deus abriu as janelas do céu e foi por ocasião do dilúvio. A Bíblia nos conta que quando Deus abriu as janelas do céu, não houve uma chuva ou uma simples enchente, houve um dilúvio de águas. A terra toda não foi capaz de absorver toda a água que caiu.


6. E não derramar sobre vós uma bênção tal que dela vos advenha a maior abastança (v.10) 


O que Ele está dizendo é que Ele quer derramar um dilúvio de bênçãos sobre aqueles que dão os seus dízimos. Será que Deus estaria falando sério? Claro que sim! O que podemos entender é que o dízimo não é uma lei banal ou uma lei qualquer. É de fato um fator de bênçãos e bênçãos sem limites.


7. Não administre o seu dízimo


Há pessoas que querem dar seus dízimos, mas primeiro procura saber de algo que a igreja precisa, querem eles mesmos comprar aquele objeto e dar como sendo dízimo. Outros querem prestar algum tipo de serviço para a igreja como forma de pagamento de dízimos que não deram. Outros querem vender algo para igreja e dão um bom desconto e esse desconto é o valor de um dízimo atrasado. Isso é administrar os dízimos. São maneiras do homem tentar enganar o seu criador e aliviar a sua própria consciência.


8. Bom uso dos 90%


Quando damos os nossos dízimos e ofertas estamos semeando. Trata-se de uma plantação. O resultado vem depois. 


Entretanto, muitas pessoas acham que dando os dízimos e ofertas já serão prósperas no dia seguinte. CALMA! Você precisa ser fiel, ter sabedoria nos seus gastos, evitar dívidas e contas desnecessárias e continuar trabalhando. 


Quem é fiel no pouco será fiel no muito. Faça a sua parte e Deus fará a Dele. Uma história de avivamento


9. História de avivamento 


Há muitos anos atrás, os Jacksons viviam numa pequena cidade.   Eles ouviram uma mensagem sobre o dízimo. A senhora Jackson voltou-se para o marido dizendo: “Isto é verdade, nós vamos ser dizimistas. Durante anos esse casal orava pela conversão de seus quatro filhos não salvos, que moravam num distrito a mais de 70 km de distância. Isto era nos dias do grande avivamento pentecostal e o reavivamento ainda não havia chegado naquela cidade. Mas depois que os Jacksons começaram a pagar os dízimos, o Espírito Santo caiu sobre aquela localidade e as primeiras quatro pessoas convertidas foram justamente os quatro filhos do casal Jackson. Tudo começou porque os Jacksons se harmonizaram com as leis de Deus e começaram a pagar o dízimo.

Lição 12 - O dízimo no Novo Testamento

Texto para leitura: Gálatas 6.6


1. Deus não deu 10% (João 3.16)


O maior exemplo de alguém que dá é o próprio Deus. Ele não deu 10% para salvar o homem. Ele disponibilizou tudo o que tinha, deu o seu  melhor, o seu mais precioso bem, o seu próprio filho amado para morrer pelos nossos pecados. Será que alguém daria neste nível? Dar o dízimo no Novo Testamento é fazer como Deus, dar o melhor e dar por amor.  

 

2. Daí e dar-se-vos-á (Lc 6.36) 

Deus nos deu o melhor que tinha porque nos amou. Agora, amamos tanto a Deus e só daremos 10%? O amor nos constrange a darmos mais que apenas 10%. 


Antes da Lei, eles deram 10% por causa da gratidão que tinham. Depois de Moisés davam 10% por causa da força da Lei. Hoje a abundância do amor de Deus derramado em nossos corações é superior à que eles experimentaram e a nossa compreensão do amor de Deus é infinitamente maior a que eles tiveram.  Deus espera de nós uma atitude também superior. 


Dar o dízimo no Novo Testamento é dar numa medida transbordante.   

  

3. Quem semeia pouco, pouco também ceifará e o que semeia com abundância em abundância também ceifará (2 Cor 9. 6) 


Se você planta 10%, é abençoado, agora outra coisa é plantar 20%, ou 30%. 


Conta-se de certo homem que começou dando 10% para o Senhor, Deus começou a abençoá-lo. Ele foi dando mais e cada vez mais e Deus lhe abençoando mais e mais ao ponto daquele irmão dar para Deus 90% de tudo o que ganhava. Sabe o que aconteceu? Os negócios daquele homem cresceram de tal modo que se tornou o homem mais bem sucedido da sua cidade com negócios pelo mundo inteiro. 


Quem não planta, não colhe, quem planta pouco, colhe pouco, quem planta muito, colhe muito. 


Dar o dízimo no Novo Testamento é semear abundantemente.  



4. Deus ama quem dá com alegria (2 Cor 9. 7) 


Pessoas perguntam se devem dar o dízimo do bruto ou do líquido, de certo valor ou de outro valor por causa disto ou daquilo. Eles querem fazer o certo, mas suas mentes estão presas em uma lei. 


O Dízimo no Novo Testamento não é uma lei, mas uma alegria, um gozo, um prazer, uma satisfação. Por isso muitos crentes hoje são abençoados, mas não como deveriam. 


Onde está a alegria de um coração verdadeiramente grato e apaixonado pelo Senhor? Dar o dízimo no Novo Testamento é dar com paixão. 

 

5. E o que é instruído na palavra reparta todas as coisas boas com aquele que o instrui (Gl 6.6)


Em uma convenção nos Estados Unidos, um rapaz com uns trinta e poucos anos, levantou-se e deu esse testemunho: “Eu tenho orgulho de dizer que sou o maior dizimista e ofertante desta igreja. Quando vim aqui, não tinha nada, não era ninguém, mas meu pastor me ensinou a palavra da fé e a dizimar e a ser ofertante. Deus me abençoou, me tornou um homem de negócios a além de ser dizimista e ofertante, já pude abençoar meu pastor dando a ele um cheque de $ 1.000.000,00 (Um milhão de dólares) e também dei a ele um Rolls-Royce zero quilômetro, preço deste carro é de aproximadamente $ 300.000,00 ( trezentos mil dólares)” – do Livro: Sou dizimista, de Lester D. Hughes Jr. Editora blessed, pág 56.

 

6. O fruto que aumente a sua conta (Filipenses 4. 17) 


Se os patriarcas foram abençoados, se os judeus foram abençoados, será que Deus não vai abençoar você também se der para o Senhor? Será que Deus só faz milagres nos Estados Unidos e não no Brasil? 


Os princípios da Palavra de Deus funcionam em qualquer lugar do mundo. São princípios espirituais. 


Obedeça a Deus, tudo é possível. Deus é fiel e cumprirá a sua Palavra. 


Dar o dízimo no Novo Testamento é fazer prova de Deus e saber que ele é fiel. 

 

7. O que você aprendeu?